Sábado, Abril 14, 2007

 

Novo Blog do Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais

Caros colegas
Após a tomada de posse da nova direcção do Núcleo de Relações Internacionais do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, este blog encontra-se encerrado, sendo que o novo blog é http://neri-iscsp.blogspot.com/.
Saudações académicas

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

 

Workshop I - Sistema Petrolífero Mundial - Conclusões

Sistema Petrolífero Mundial
21 de Novembro de 2006

Coordenador: Dr. Pedro Fonseca

Na sequência do I Painel das XVI Jornadas de Relações Internacionais, sob o tema “Sistema Petrolífero Mundial”, que contou com a Presidência do Prof. Doutor Heitor Barras Romana e com comunicações proferidas pelo Prof. Doutor Jaime Nogueira Pinto, incidindo sobre o petróleo como factor de poder e a nova geografia dos conflitos, pelo Prof. Doutor Manuel Collares Pereira, defendendo a tese do pico do
petróleo e o fim do petróleo (convencional) barato e do Dr. Pedro Fonseca, sobre a Geopolítica do Petróleo e as principais incertezas e ameaças que afectam o sistema petrolífero global, foi organizada uma sessão de trabalho, coordenada pelo Dr. Pedro Fonseca, de forma a permitir discutir algumas destas questões de uma forma mais dinâmica e informal.

Na sessão de trabalho começou-se por abordar a questão das reservas petrolíferas, fazendo contrapor à tese do Pico do Petróleo, formulada por King Hubbert e defendida pelo Prof. Collares Pereira no Painel I, as posições seguidas por outras correntes, que põem enfâse nos constantes progressos tecnológicos quem têm vindo a sustentar o corrente paradigma energético, que sempre foi criticado por teorias ditas catastrofistas, como é o caso do Clube de Roma.

Por outro lado, têm vindo a observar-se algumas mudanças na estratégia das empresas petrolíferas que, conscientes do impacto ambiental provocado pelo corrente paradigma energético, pela dificuldade destas empresas em repor as suas reservas de hidrocarbonetos e pela forte possibilidade do fim deste sistema energético mundial, têm vindo investir em programas de investigação com vista ao desenvolvimento de recursos inovadores. Contudo, importa também salientar que, enquanto o actual modelo energético trouxer às empresas lucros de extraordinária dimensão, como são os actuais, existirá uma inércia óbvia que dificultará a ruptura com este paradigma assente na exploração de hidrocarbonetos. É aqui que assume um papel de destaque as posições que alguns Estados, nomeadamente o Reino Unido, no sentido de promover uma política energética inovadora, menos dependente dos hidrocarbonetos, ciente que está das dificuldades em sustentar este modelo no longo prazo.

Na realidade, o impacto ambiental provocado pela queima de combustíveis fósseis, com severos impactos económicos no futuro, poderá ser uma das principais forças motrizes com vista a uma ruptura com o actual paradigma energético. Assim, seria essencial voltar a pegar no Protocolo de Quioto, como um primeiro passo num longo caminho que há a percorrer para um sistema energético mais equilibrado que reduziria o impacto ambiental provocado pela produção e consumo de energia e promoveria a segurança energética dos países ocidentais. No entanto, será fundamental envolver os Estados Unidos neste processo. Os Países em vias de Desenvolvimento terão também um papel fundamental já que, não podendo sustentar os seus modelos energéticos com elevados níveis de preços dos hidrocarbonetos, devem procurar recursos energéticos alternativos, mais limpos e relacionados especificidades locais. Para uma mudança eficaz e predominantemente pacifica será necessário um verdadeiro esforço global.
Outro assunto abordado foi a extrema debilidade de Portugal em matéria energética. Portugal é um dos países mais dependentes da UE (15) de importações de energia, ao contrário da generalidade dos membros da União Europeia (15), apresenta um crescimento anual do consumo energético superior à variação anual do PIB e necessita de mais energia para produzir uma unidade de riqueza (intensidade energética) do que outros estados-membros da UE (15). Tal deriva de vários factores, como por exemplo a mentalidade das pessoas, um parque industrial obsoleto e um menor desenvolvimento das energias renováveis que continuam a ser pouco competitivas. Quanto à hipótese tão propalada recentemente da Energia Nuclear, refira-se que Portugal já importa este tipo de energia de países como a França e Espanha, e que a produção de energia nuclear usa tecnologia de ponta e em desenvolvimento e é incentivada pela própria Comissão Europeia. A instalação de centrais nucleares em Portugal garantiria uma elevada autonomia face ao exterior, no consumo energético do sector residencial e dos serviços. Por outro lado, as actuais centrais termoeléctricas existentes em Portugal são altamente poluentes e produzem energia eléctrica a partir de petróleo e gás natural. Este último recurso é maioritariamente importado da Argélia, através de pipelines recentemente construídas, e também da Nigéria, por transporte marítimo, tentando-se desta forma não ser dependente de apenas um país. Algum deste gás importado da Nigéria é depois exportado para Espanha. O petróleo consumido em Portugal, por sua vez, tem origem no Mar do Norte, em África (Nigéria e Angola) e também no Médio Oriente. No sector privado, o principal problema que se coloca às empresas petrolíferas portuguesas é o facto de estas se concentrarem no retalho e não na exploração de recursos petrolíferos, actividade que exige avultadas quantias de capital para investimento.

Assunto de especial relevo para as relações internacionais é o das rivalidades e da nova “geografia dos conflitos” decorrente da competição por recursos estratégicos como são os recursos energéticos, particularmente os hidrocarbonetos. Neste sentido, e para além da posição-chave que o Médio Oriente apresenta e que foi bem elucidada pelo Prof. Jaime Nogueira Pinto, importa sublinhar os interesses que a Rússia tem na Eurásia, utilizando definitivamente os recursos energéticos que produz (segundo maior produtor de petróleo do mundo e grande fornecedor de gás natural à Europa) como arma política. Estes recursos são estratégicos para a Rússia no sentido de se manter como potência regional, ao mesmo tempo que impede, no interior das suas fronteiras, a liberalização do sector energético e bloqueia todos os investimentos estrangeiros na exploração de hidrocarbonetos.

Os Estados Unidos, altamente dependentes face ao exterior e os maiores consumidores mundiais de petróleo referem explicitamente que o petróleo é um factor justificativo de um eventual recurso à força, conduzindo uma política de oposição veemente a qualquer cartel de exportadores petrolíferos e tentando evitar hegemonias regionais nas principais zonas de produção petrolífera. Apesar de a maioria das suas importações de hidrocarbonetos terem origem na Bacia Atlântica, logicamente consideram o Médio Oriente, como maior região produtora mundial, uma zona estratégica devido aos seus enormes reservatórios.

Participantes:
Carlos Vinhas Hugo de Melo Palma Jorge Wahnon Ferreira Samuel Pires
Frederico Neves Joana Ferreira Pedro Martins Tiago Maurício

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

 

Site

O site do NERI foi actualizado, contudo conta com alguns problemas técnicos que estamos a tentar resolver. Preferencialmente usem o Internet Explorer para abrir o site.

 

XVI Jornadas de Relações Internacionais

De 21 a 23 de Novembro, no ISCSP, realizar-se-ão as XVI Jornadas de Relações Internacionais sob o tema "As Novas Problemáticas das Relações Internacionais", nos dias 21, 22 e 23 de Novembro.

Painel I - Sistema Petrolífero Mundial - Dia 21

Mesa: Professor Doutor Heitor Romana, ISCSP
Dr. Pedro Fonseca, ISCSP
Professor Doutor Manuel Collares Pereira, IST / ASPO
Professor Doutor Jaime Nogueira Pinto, ISCSP~

Workshop – Dr. Pedro Fonseca, ISCSP

PAINEL II - América Latina como Laboratório de Regimes Políticos - Dia 22

Mesa: Professor Doutor José Adelino Maltez, ISCSP
Professora Doutora Raquel Miranda, ISCSP
Professor Doutor Andrés Malamud, ICS
Dr. Jorge Rio Cardoso, Banco de Portugal

Workshop – Dra. Isabel David, ISCSP

PAINEL III - Choque de Civilizações - Dia 23

Mesa: Professora Doutora Maria de Fátima Amante
Dr. Nuno Ramos de Almeida, Jornalista
Sheik Munir
Dr. Joshua Ruah
Dr. Marcos Faria Ferreira, ISCSP

Workshop – Dra. Mónica Ferro



Painéis - 10h Anfiteatro 6 Piso 0 - Inscrições na A.E. até dia 20 (para quem desejar certificado)

Workshops - 14h Piso 2 - Inscrições limitadas a 15 pessoas (para o e-mail neri.iscsp@gmail.com)

Domingo, Novembro 05, 2006

 

Entrevista ao Professor Doutor José Adelino Maltez

NERI - Qual a sua opinião sobre a reformulação da licenciatura em Relações Internacionais que está a ser levada a cabo?

José Adelino Maltez (JAD) - Dou toda a minha solidariedade institucional ao coordenador e meu colega que a protagonizou, mas como não sou construtivista e desconfio bastante das engenharias e dos chouriços curriculares, muito principalmente quando tais modelos são levadas a cabo por desafios decretinos, apenas gostaria que não inventássemos o que já está inventado, nem descobríssemos o que já está descoberto.

Daí que , sobre a matéria, prefira tratar da árvore que me encomendaram, uma disciplina semestral de introdução e metodologia das relações internacionais e outra de história do presente. E nisso estou a trabalhar entusiasmadamente com excelentes colaboradores, treinando até o processo como professor visitante na Universidade de Brasília que, no começo da década de oitenta, tanto influenciou o nosso modelo de ensino das relações internacionais.

Aliás, os acasos procurados dessa cooperação universitária, fizeram com que não estivesse presente na reunião do conselho científico que optou pela presente reforma, o que faz de mim uma espécie de abstencionista institucional, posição que, felizmente, não coincide com a de Pilatos.

Mas confesso que preferia ver a questão do ensino das relações internacionais numa perspectiva supra-endogâmica, como um problema da universidade portuguesa no seu conjunto e como um problema do próprio Estado Português na sua necessidade de recurso a cientistas e a profissionais na matéria. E aqui, julgo que vivemos no tradicional modelo decadentista do Portugal dos Pequeninos com a mania das grandezas, dado que não temos matéria prima de recursos científicos para tantas escolas e escolinhas de relações internacionais, tanto nas Universidades públicas como nos diversos ministérios.

Deveríamos concentrar esforços, até para assumirmos que quem nos paga é o contribuinte, garantindo um só sistema público de ensino da matéria, com a cooperação das áreas dos negócios estrangeiros, da defesa, da inteligência e da economia, através de uma sã concorrência, como fazem outros países da União Europeia e até potências bem mais ricas do que nós, de maneira a que a matéria pudesse sair deste nível quase terceiromundista, onde mandam os tradutores em calão, feitos vedetas mediáticas do comentarismo ou subsidiados por potências que nos querem colonizar.

Julgo que falta muito patriotismo científico ao nosso sistema universitário púbico de relações internacionais e por isso nem sequer conseguimos ter os necessários estrangeirados que nos permitiriam aceder à padronização internacional destas matérias. E julgo também que abundam reformadores que precisavam de uma valentíssima reforma, dado quem não parecem preocupar-se com a empregabilidade dos formandos, para não falarmos em certas sumidades que nem sequer sabem o que é viver a aventura de nos últimos vinte anos terem surgido novas gerações que querem "atravessar o limiar da esperanaça". Mas colaborarei com todos os que querem continuar a ter no ISCSP a melhor escola de relações internacionais do país e apoiarei especialmente os que permitirem que os nossos alunos já doutores por outras escolas nacionais e estrangeiras regressem à casa mãe através de urgentes concursos públicos para docentes, a fim de garantirmos o dinamismo da concorrência. Navegar é preciso para que possamos a continuar a viver como pensamos.

NERI - Segundo algumas opiniões, as Relações Internacionais não são uma ciência pois carecem de metodologia própria. Enquanto académico e decano da nossa área de estudo, que comentário faz a esse respeito?

JAD - Não subscrevo tal perspectiva, habitualmente emitida por membros de uma certa seita científica quando assumem a respectiva derrota no contexto da fertilização teórica. Relações internacionais são aquilo que os internacionalistas fazem, conforme os modelos das associações profissionais da área e os "rankings" dos mais citados no processo. É desta opinião comum dos que pensam de forma racional e justa sobre a matéria que deriva o objecto formal, ou metodologia da ciência. Infelizmente, a ciência das relações internacionais em Portugal ainda não está imune a certas doenças infantis e algumas borbulhagens adolescentes, pelo que ela tem sido campo de colonização de outras áreas científicas que nela coincidem quanto ao objecto material, como, por exemplo, aconteceu com a composição das comissões de avaliação do sector e como se vislumbra no nascimento de novas unidades universitárias, onde parecem fazer desaguar especialistas das antigas Faculdades de Letras, contribuindo para que a imagem da ciência se aproxime daqueles híbridos interdisciplinares com muito turismo científico e algumas interferências da própria partidocracia.

NERI - Na sequência das comemorações dos Cem Anos de Investigação e Ensino em Ciências Sociais e Políticas do nosso Instituto, considera que o que se tem produzido na área das RI no ISCSP é suficiente para continuar a fazer Escola?

JAD - Não gosto participar em cerimónias dos discursos de justificação do poder e decidi abster-me, porque ainda não chegou a altura de nos libertarmos de certas sombras de um passado recente que até não deixam que se faça uma leitura integral de todo o passado, nomeadamente o da monarquia liberal e da Primeira República. Como o actual poder acha conveniente continuar apenas a dialogar com a fase salazarista da escola, apesar de ter sido convidado para participar no discurso, prefiro ir plantar macieiras nos dias de tais cerimónias.

O que escrevi sobre a matéria, em livros que não puderam ser publicados no ISCSP, obrigam-me à coerência do silêncio. Mas estou totalmente disponível para me associar a qualquer cerimónia que peça perdão a quem, amando a escola e sendo figura relevante da ciência em Portugal, dela foi recebeu a perseguição e a própria expulsão da função pública. Enquanto não esconjurarmos estes fantasmas da nossa vertente autoritarista, não conseguiremos ganhar o respeito dos homens livres. Enquanto desconhecermos quem efectivamente foi Luciano Cordeiro, Álvaro de Castro, Jorge Dias, Alfredo de Sousa, D. António Ribeiro, José Hermano Saraiva, Manuel Belchior, Vitorino Magalhães Godinho ou Luís Sá, estamos a tomar um partido que não é o meu e a ter a ilusão de escrevermos uma pseudo-história dos vencedores. Se me quiserem continuar a qualificar como dissidente, tenho muita honra no epíteto. Eu não vou por aí.

NERI - Qual a sua reacção face ao anunciado investimento do governo em ciência e tecnologia?

JAD - Depende do conceito de ciência e de tecnologia. Parece-me que o conceito dominante nos discursos do poder estabelecido, tanto a nível do governo como dos reitores-primazes, ainda balbuciam as cartilhas cientificistas de Augusto Comte, olhando as ciências sociais e humanas como ciências ocultas a que de vez em quando se pede um discurso de cereja para ornamentar o bolo de uma decadência que nos atira para a periferia do desenvolvimento humano.

Preferia que copiássemos o modelo existente nas potências dominantes, onde não me parece que considerem como simples ideologia o tratamento das ciências do espírito. Até parece que se esquecem que cibernética, conforme o conceito matricial de Norbert Wiener, vem da palavra grega que quer dizer governo e nasceu num ambiente de teoria dos sistemas gerais, quando se procurava uma aproximação das ciências ditas exactas às ciências ditas sociais. Basta repararmos como se escolhem os avaliadores e os distribuidores de subsídios estatais para a área das ciências sociais, onde não se obedece à hierarquia conquistada pela via dos concursos públicos, preferindo-se o amigo do partido ou a figuara mediática, ao contrário do que acontece nos países civilizados, onde o regime da cunha já há muito foi superado por um sistema minimamente objectivo.

NERI - Portugal irá assumir a presidência da União Europeia no segundo semestre do próximo ano; quais as suas expectativas para esses seis meses?

JAD - Espero que se continue a garantir a nossa independência através de uma sábia e experimentada gestão de dependências. Como já não somos um quintal murado, mas uma simples província do euro, com os dois principais partidos portugueses vinculados aos programas europeus dos partidos multinacionais de que são meras secções nacionais, o nosso espaço de manobra é bem estreito, dependendo apenas do bom senso dos governantes e da capacidade técnica dos assessores. Como confio no patriotismo dos nossos governantes e até conheço muitos alunos da escola que circulam neses meios tecnocráticos, tenho apenas expectativas realistas de quem sabe que não vamos cair na ratoeira dos aventureirismos. Infelizmente não vislumbro sinais que nos libertem do presente desencanto sistémico que nos vai dissolvendo a cidadania, em nome da "tirania do statu quo " e do modelo TINA (there is no alternative).

NERI - Que balanço faz dos primeiros dez anos de CPLP?

JAD - Um bom espaço para o exercício da retórica de um lusotropicalismo "aggiornato", visando a alimentação das brasas dos Estados Unidos da Saudade, dado que ainda não é possível gerir factores de poder internacional adeauados ao sonho dos povos que integram a comunidade. Porque tudo depende do Brasil e este país ainda não tem direito a ser potência liderante do grupo, dado que ainda não abandonou o isolacionismo de Estado-Continente e não ouviu as vozes dos portugueses, angolanos e moçambicanos que clamam pela respectiva "Weltpolitik". Quando o Brasil acordar, Angola tiver direito à paz e ao desenvolvimento e outros puderem participar, julgo que Portugal não pode renunciar à sua função de irmandade. Até a União Europeia precisa desta dimensão universal de Portugal. Apenas espero que nessa altura ainda haja portugueses treinados para a cultura do abraço armilar.

 

Entrevista ao Professor Doutor António de Sousa Lara

NERI -Como está a ser implementado o Processo de Bolonha na licenciatura de RI?

António de Sousa Lara (ASL) - O curso de RI começou a sua revisão em sede de Bolonha em 2004, tendo sido o primeiro curso do ISCSP a fazer a revisão. Foi participado em primeiro lugar pelos alunos, e pelos docentes, desde o início, tendo sido acolhidas várias propostas que os alunos fizeram. Desde o princípio ficou claro que os alunos estão satisfeitos por ter no ISCSP o curso de RI que mereceu a melhor avaliação em termos absolutos no mercado nacional, e portanto nas equipas vencedoras não se mexe. A filosofia de base é esta, é melhorar o que está

NERI -Que alterações se irão verificar este ano lectivo nos vários anos do curso?

ASL - Neste ano lectivo, como sabem, o primeiro ano foi alterado em sede de Bolonha. No quarto ano está prevista a abertura de duas das especializações, em Diplomacia e Cooperação e em Segurança e Informações, desde que atinjam o número mínimo de 20 alunos, pelo que os alunos que o desejem deverão inscrever-se. No que diz respeito ao segundo ano, há uma proposta dos alunos para substituir 2 cadeiras anuais por 4 semestrais do novo currículo, que eu vou apresentar ao Conselho Científico já na próxima quinta-feira, e que espero que passe. Eu como Coordenador apoio.

NERI -E no próximo ano lectivo de 2007/2008?

ASL - No próximo ano lectivo o coloca-se essencialmente o problema das equivalências e transferências. Isso no primeiro ano correu bem, não vejo motivo para que não possa ser também assim porque da parte do Coordenador têm toda a boa vontade para haver uma transição suave, embora tenha que haver um esforço de adaptação único, que não volta a repetir-se.

NERI -Qual será o impacto deste Processo na projecção para o exterior da licenciatura de RI, principalmente no que diz respeito ao mercado de trabalho?

ASL - Como se pode ver pelas médias, estamos neste momento com a primeira média do Instituto e ficámos praticamente empatados com a Universidade Nova, o que significa que os nossos alunos são a nata das Relações Internacionais. Só para dar um exemplo, dos cerca de trinta finalistas que estão na carreira diplomática, mais de metade são do ISCSP. Penso que a aposta que os alunos e nós fizemos no 4+1, é a aposta da profissionalização dos licenciados, isto é, ao contrário do que vai acontecer com alunos de licenciaturas de 3 anos, os nossos alunos vão sair competentes para exercer as especialidades logo a seguir à licenciatura. É portanto uma aposta da qual não devemos sair. Houve um recuo em Espanha para o 4+1, onde já estavam a implementar o 3+2, e o futuro vai ser este pois os alunos irão ter que concorrer no mercado de trabalho com licenciados em Direito, com pessoas que não vão ceder a esse tipo de formatação, e eu quero que os meus alunos continuem a brilhar como brilham até agora, e para tal temos que fazer um esforço conjunto para que isto se mantenha.

NERI -Como estão os Professores a encarar este processo no ISCSP?

ASL -Os Professores de RI colaboraram todos muito positivamente e apoiaram todos eles a revisão. Não foi difícil chegar a um consenso, porque isto começou há muito tempo, tendo sido um Processo muito debatido e dialogado e com uma grande cooperação por parte dos alunos com os Professores, estando todos a colaborar no sentido da mudança. Estamos a fazer um grande esforço no sentido de evitar redundâncias e repetições, para que cada cadeira constitua uma mais valia no sentido da formação dos alunos, não havendo espaço para matérias que não interessam nada, como até aqui se verificava em algumas áreas do curso, e foi por isso mesmo, e tendo ouvido os alunos, que as retirámos.

NERI -Tendo em conta os fracassos verificados noutros países, o que pensa sobre este Processo?

ASL -Penso que a História vai-nos dar razão. Tal como referi, em Espanha houve um recuo da administração em relação ao sistema 3+2 que já estava a funcionar em algumas Universidades, para que se possa enveredar em termos genéricos pelo 4+1, como aliás foi anunciado publicamente. Também em Itália várias Universidades estão a recuar outra vez para o 4+1, porque percebem perfeitamente que um curso de 3 anos é apenas um bacharelato ao qual foi alterado o nome. Uma coisa não passar a ser outra realidade diferente só porque se muda o título, e um bacharelato não permite uma capacidade idêntica à que é oferecida a outros alunos formados por outras escolas, com cursos de 4 e 5 anos. Portanto penso que a História vai-nos dar razão, mas o mercado de trabalho é que vai julgar a opção que se fez, que no meu caso é igual à dos alunos, acho que devemos ir pelo nível de exigência de 4 anos de licenciatura.

NERI -Quais são os projectos para a licenciatura de RI nos próximos anos?

ASL- Implementar um novo Mestrado relacionado com a formatação em sede de +2, já que os alunos do ISCSP com a licenciatura de 4 anos fazem apenas 1 ano e a dissertação, e um novo projecto de Doutoramento em Relações Internacionais, que espero tenha economia de escala com os outros Doutoramentos do ISCSP.
Para além disso temos que evoluir por dois novos caminhos, que custe o que custar são fundamentais para os alunos de RI. O primeiro é a introdução sistemática da Simulação em todas as cadeiras onde isso seja possível, e em segundo lugar, a criação de competências exteriores de performance dos próprios alunos. Não é só o estágio que o garante, que embora seja uma belíssima fórmula para este efeito ainda não é o suficiente. Devemos incentivar métodos que têm a ver com a aplicação de outro tipo de capacidades como o enfrentar e falar em público, com actividades que se vão buscar provavelmente a outro tipo de áreas que eu gostaria que se valorizassem no ISCSP.
Para além disto pretende-se ainda criar um centro de todos os diplomatas licenciados pelo ISCSP. Em princípio será o Embaixador Knopfli, que está jubilado, a dirigir este projecto que vai reunir no ISCSP um centro com todos os diplomatas jubilados, de carreira e em efectividade de funções, para criar aqui um núcleo de pessoas que possam aconselhar e auxiliar os mais novos na progressão da sua carreira.
No que respeita às saídas profissionais e a nível de estágios, vai ter que ser ampliado também o naipe de empresas e de serviços para que os nossos alunos realizem estágios nas áreas das respectivas especializações quando essas forem aprovadas.
Em termos genéricos é preciso mudar o sistema de avaliações e mais uma vez conto com os alunos para serem criativos no sentido de saber como é que o novo sistema de avaliações se vai adaptar à nova formatação do curso em sede de Bolonha.

Sábado, Outubro 14, 2006

 
Jantar de Curso para todos os anos de RI, quinta-feira 19 de Outubro, no Mercado da Ribeira. O ponto de encontro será na saída da estação de metro/comboio do Cais do Sodré.

O Jantar custa 11€ e a inscrição pode ser feita até segunda-feira na AE (junto da São).

Este ano queremos ainda mais do que as 60 pessoas do ano passado! E não se esqueçam, a seguir há festa!! (com dj samuk?)

Sábado, Setembro 16, 2006

 

Sinais Positivos?

Licenciatura em RI volta a ter a média de entrada mais alta no ISCSP, destronando Comunicação Social, com 14,45 valores como nota do último colocado (nos últimos anos andava pelos 13 valores).

A Licenciatura em CPRI na nova teve como nota do último colocado 15 valores, Coimbra 13,45 e o Minho1 2,92.

Os resultados da primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior já estão disponíveis em www.acessoensinosuperior.pt.

A todos aqueles que já são oficialmente caloiros do ISCSP (de RI e de todos os cursos), desejamos-lhe muito boa sorte e bom trabalho, e podem contar com todo o nosso apoio.

Pronto, vá lá, com algum apoio. Assim pouco.

Segunda-feira, Julho 31, 2006

 

Sistema de Gestão da Qualidade

Para quem ainda não tomou conhecimento (que deve ser a maioria), o ISCSP iniciou um sistema de avaliação da qualidade do ensino, disponibilizando para tal inquéritos on-line para as várias licenciaturas e anos.

O inquérito está disponível aqui, para ser impresso e posteriormente preenchido.

Parece-me importante a participação massiva e honesta de todos os alunos de forma a demonstrar o nosso interesse pela melhoria das condições da nossa Escola.

Quinta-feira, Junho 01, 2006

 

"Os Dez Anos da CPLP"

A Sociedade de Geografia Lisboa organiza uma conferência alusiva ao décimo aniversário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, onde serão intervenientes os senhores Embaixador Luís Fonseca, Secretário Executivo da CPLP e Embaixador Manuel Fernandes Pereira, Director-Geral de Política Externa do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O evento terá lugar dia 8 de Junho, pelas 18h00, na sede da Sociedade de Geografia, às Portas de Santo Antão, em Lisboa.

Domingo, Maio 14, 2006

 

Eleições NERI

Irão decorrer no dia 17 de Maio, quarta-feira, eleições para os órgãos sociais do Núcleo.
A concorrer apresentam-se duas listas, nomeadamente a Lista C e a Lista T.
A campanha irá ter lugar nos dias 15 e 16 no ISCSP e ambas as listas terão uma banca informativa sendo que está, também, previsto um debate para terça-feira, dia 16, às 10h30m no auditório 6 do piso -1.
Para ter um NERI forte contamos com o teu voto, porque o NERI é de todos e para todos.

 

Eleições NERI

Irão decorrer no dia 19 de Maio, sexta-feira, eleições para os órgãos sociais do Núcleo.
A concorrer apresentam-se duas listas, nomeadamente a Lista C e a Lista T.
A campanha irá ter lugar nos dias 15 e 16 no ISCSP e ambas as listas terão uma banca informativa sendo que está, também, previsto um debate para terça-feira, dia 16, às 10h30m no auditório 6 do piso -1.
Para ter um NERI forte contamos com o teu voto, porque o NERI é de todos e para todos.

Terça-feira, Maio 02, 2006

 

ENCONTRO DE JOVENS SOBRE A EUROPA E O ALARGAMENTO EUROPEU

Dia 9 de Maio, às 14H30
no Auditório da Universidade Lusíada de Lisboa

Apercebendo-se da importância de divulgar o tema do alargamento da União Europeia na sociedade civil, a Fundação da Juventude, entidade privada sem fins lucrativos e de âmbito nacional, está a desenvolver um projecto, em parceria com um grupo internacional de jovens e com o apoio da Comissão Europeia, Directorado do Alargamento, para dar a conhecer aos jovens os recentes países aderentes à União Europeia e avivar conhecimentos sobre os restantes, de forma a viabilizar o debate sobre as perspectivas dos jovens na Europa.
No âmbito deste projecto está a ser realizado um ciclo de encontros, em várias cidades do país, promovido por jovens de diversas nacionalidades europeias e destinado a jovens, com idades entre os 16 e os 25 anos.
O próximo encontro irá realizar-se no Auditório da Universidade Lusíada de Lisboa - Rua da Junqueira 188 – 198, às 14:30, do dia 9 de Maio.
Os jovens interessados em participar, podem deslocar-se directamente ao local do Encontro (agradecemos marcação prévia apenas para grupos de jovens)
Para obter mais informações sobre o projecto devem consultar o site da Fundação da Juventude www.fjuventude.pt, ou contactar-nos para:
Lisboa: Quinta de Santa Marta, 1495-120 Algés
Telef: 214.126.370 Fax: 214.107.909 e_mail: fjlisboa@fjuventude.pt

Porto: Casa da Companhia, Rua das Flores, 69, 4050-265 Porto
Telef: 223.393.530 Fax: 223.393.544 e_mail: geral@fjuventude.pt

Agradecendo, desde já, a mais ampla divulgação desta Nota Informativa, sou com os melhores cumprimentos

Ana Rita Ribeiro, Directora Regional (Coordenadora do Projecto)


Nota - foi solicitada a divulgação deste evento pelo colega José Ramalho.

Sábado, Março 25, 2006

 

Actualização

Já está disponível no site, para download, o parecer sobre a reestruturação da licenciatura.

Está disponível no site também o Convite e a Ficha de Inscrição para a participação no Simulacro do Conselho do Atlântico do Norte, que vai decorrer no ISCSP de 26 a 28 de Abril.

Sexta-feira, Março 24, 2006

 

Discursão Pública acerca do Parecer sobre a Reestruturação da Licenciatura

A versão final do Parecer, concluído esta manhã pelos orgãos de gestão do NERI, está já disponível na reprografia e, brevemente, junto dos delegados de cada ano.

Até sábado à noite o parecer deverá estar disponível para download no site do NERI, salvo imprevistos.

Enviem-nos as vossas sugestões para neri.iscsp@gmail.com ou abram discussão aqui no blog. A discussão estará aberta até 28 de Março, e apenas o parecer sofrerá alterações.

Quinta-feira, Março 23, 2006

 

Informações

De acordo com o decidido em A.G., será colocado no site o Parecer e Proposta sobre a reestruturação da Licenciatura, para que o parecer seja discutido em nova assembleia geral.

Relembro, que o que está em discussão é o parecer, ja que a proposta foi já aprovada e não sofrerá mais alterações.

Acabámos de escrever o parecer hoje, pelo que será ainda revisto e colocado no site amanhã. Contudo podem já começar a enviar as vossas sugestões para neri.iscsp@gmail.com!

Participem!

Terça-feira, Março 14, 2006

 

O Processo de Bolonha e as suas Implicações para a Licenciatura em Relações Internacionais

Sessão de Esclarecimento

Oradores:

Professor Doutor António de Sousa Lara, Coordenador da Licenciatura em R. I.
Doutora Alexandra Delgado, MCTES


Terça-Feira, 21 de Março
15 horas
Auditório 6, Piso 0

Sábado, Fevereiro 18, 2006

 

A Universidade Técnica de Lisboa e o Processo de Bolonha

No âmbito das Comemorações dos 75 anos da UTL, a Reitoria toma a iniciativa de promover uma reflexão conjunta sobre a Declaração de Bolonha, com a participação de docentes, alunos e funcionários não docentes.

O Prof. Doutor João Bilhim, Presidente do Conselho Directivo do ISCSP será um dos intervenientes para abordar o Processo de Bolonha na perspectiva da nossa Escola.

Data limite para as Inscrições:
28 de Fevereiro de 2006


Instituto Superior de Economia e Gestão
Auditório 2
Rua do Quelhas, 6
14 de Março de 2006

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

 

Frequências, 1º R. I.

PGD - 20 Janeiro
Ingles - 26 Janeiro
TRI - 8 fevereiro
Matematica - 13 fevereiro
Espanhol - 16 Fevereiro
ICS - 24 Fevereiro

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

 

Indicação de blog - Le Cajo

Foi me enviado o seguinte e-mail, a pedir a divulgação de um blog brasileiro sobre relações internacionais.

"Prezado Hugo,

O Brasil é um país com um papel de fundamental importância no sistema interancional. É um dos países que mais usa a internet no mundo. Há dezenas de cursos de Relações Internacionais espalhados por todo o território nacional. É inconcebível, portanto, o silêncio com o qual nos deparamos ao buscar na internet uma visão brasileira das grandes questões internacionais. Existem uma multitude de fontes de comentário americanas e européias - mas a voz brasileira permanece, com poucas exceções, muda.

É com a inteção de dar um primeiro passo para resolver esse problema que inauguramos o blog "Le Cajo", encontrado em http://lecajo.blogspot.com . O próposito do blog é, como foi dito acima, comentar diariamente, de um ponto de vista brasileiro, as principais notícias internacionais.

O nosso principal público-alvo é composto por estudantes de Relações Internacionais - estudantes como nós éramos há poucos anos atrás. Junto com os jovens profissionais da área, são os que acreditamos ter o maior interesse em acelerar o debate eletrônico acerca dos rumos do Brasil no mundo.

Acreditamos que o Le Cajo poderá ser uma fonte de informação e local de debates útil para todos. Por isso, ficaríamos felizes se pudesse divulgar o Le Cajo.

Atenciosamente,

Mariano Tindaro
Pedro de Albuquerque
Otávio Augusto"

Atendendo ao facto de o Brasil ser um país de língua portuguesa, com uma importância crescente e, cada vez mais, indiscutível no sistema de relações internacionais, o blog será adicionado à nossa lista de hiperligações, cumprindo, também, um dos objectivos do NERI que é o de manter e criar ligações com entidades ligadas às R. I., quer em Portugal, quer no estrangeiro.

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